
Ação busca facilitar o reconhecimento de paternidade e ampliar o acesso ao direito à identidade. Crédito: Bruno Itan.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) realizou, nesta quarta-feira (21), o Mutirão Raízes, na Central do Brasil, no Centro do Rio. A iniciativa ofereceu coleta de material genético para exames de DNA em um dos principais pontos de circulação da cidade, com o objetivo de facilitar o acesso ao reconhecimento de paternidade e ampliar a conscientização sobre o direito à identidade.
A ação também buscou desmistificar o exame de DNA, mostrando que o procedimento é rápido e praticamente indolor. Ao levar o serviço para um local de grande circulação, a Defensoria procura alcançar pessoas que enfrentam dificuldades para realizar o exame e esclarecer dúvidas sobre o reconhecimento da filiação, tanto de crianças e adolescentes quanto de adultos.
A subcoordenadora do Polo de Mediação e Ações Restaurativas (Pomar), defensora pública Larissa Davidovich, explica que a iniciativa também atende mães que procuram a Instituição diante das dificuldades para localizar o pai ou dar início ao processo de investigação de paternidade.
— É importante entender que não estamos falando apenas de um sobrenome. A partir do registro paterno, uma série de direitos nasce, mas também precisamos pensar na família que queremos construir e na importância de uma convivência saudável. Nosso trabalho é acompanhar essas pessoas desde a coleta até a entrega dos resultados e, quando há o reconhecimento da paternidade, contribuir para o fortalecimento desses vínculos — afirmou a defensora pública.
Além de garantir o direito ao registro civil, o reconhecimento da paternidade permite o acesso à própria história biológica. O trabalho da Defensoria, no entanto, não termina com a confirmação do vínculo genético.
Segundo Larissa, o acompanhamento das famílias também busca incentivar a coparentalidade e proteger crianças e adolescentes dos conflitos entre os adultos. Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Pomar está o projeto Famílias em Ciclo, voltado à orientação familiar após resultados positivos dos exames de DNA, com foco na convivência pacífica e na construção de vínculos saudáveis.
Esta é a segunda vez que a Defensoria realiza uma ação desse tipo em uma estação de transporte público. A primeira ocorreu no MetrôRio. Com o mutirão na Central do Brasil, a Instituição reforça a estratégia de aproximar seus serviços da população.
Para participar da coleta, os interessados devem apresentar documento de identidade, CPF, certidão de nascimento e comprovante de residência. A Defensoria também realiza a entrega presencial dos resultados e oferece acompanhamento durante as etapas do atendimento.
Texto: Leonardo Fernandes