ATENDIMENTO AO CIDADÃO

Crédito: Reprodução

 

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), por meio da Coordenação de Saúde e Tutela Coletiva (Cosau), encaminhou um ofício à Fundação Saúde e à direção do Hospital Estadual da Mãe de Mesquita solicitando esclarecimentos sobre as mortes das gestantes Amanda Oliveira e Taíssa da Silva Neres, ocorridas nos dias 6 e 10 de julho, respectivamente. O documento também requer a adoção de medidas para apurar as circunstâncias dos casos e estabelece prazo de cinco dias para resposta.

A atuação foi motivada por notícias divulgadas na imprensa sobre os dois óbitos, além de denúncias apresentadas pelas famílias, que apontam suposta negligência no atendimento prestado às pacientes. Segundo o ofício, após a publicação das reportagens, mais de 20 mulheres procuraram o mesmo veículo de comunicação para relatar possíveis casos de negligência, imperícia ou imprudência na unidade hospitalar.

Entre as providências solicitadas pela Defensoria estão o envio dos prontuários médicos completos das duas pacientes e de outros documentos relacionados aos atendimentos; esclarecimentos sobre a denúncia de que o marido de uma das pacientes teria sido impedido de exercer o direito ao acompanhamento durante a internação; a abertura imediata de sindicância interna; o encaminhamento do Livro de Ocorrências Médicas referente aos dias dos óbitos; e informações sobre o número de mortes de gestantes registradas no hospital ao longo de 2026.

O documento também destaca que o Hospital Estadual da Mãe de Mesquita é alvo de denúncias desde pelo menos 2020, envolvendo relatos de falta de medicamentos, escassez de materiais hospitalares básicos e problemas que podem comprometer a qualidade da assistência prestada às pacientes.

— Diante da gravidade dos fatos noticiados e da existência de relatos que indicam possíveis falhas na assistência, a Defensoria Pública atua para garantir a devida apuração dos casos, assegurar transparência nas informações e verificar se houve violação de direitos das pacientes e de seus familiares. Nosso objetivo é reunir todos os elementos necessários para a adoção das medidas cabíveis e contribuir para que situações como essas sejam devidamente esclarecidas — afirmou a Defensora Pública Luíza Fernandes Castelo Maciel, Subcoordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da DPRJ.


Texto: Melissa Rachel Cannabrava



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