
Mesmo com a chuva forte que tomou conta de grande parte da cidade, dezenas de pessoas marcaram presença na primeira edição do Mutirão de Conciliação promovido pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ). A ação aconteceu nesta sexta-feira, no estacionamento da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, localizada na Avenida República do Chile, 245, no Centro, das 10h às 16h.
A iniciativa da Defensoria conectou consumidores hipossuficientes com fornecedores de serviços e instituições financeiras, como Light, Águas do Rio, Santander, Banco BMG, Itaú e Crefisa, possibilitando acordos relacionados a dívidas existentes com as empresas participantes.
Durante a ação, a DPRJ prestou orientações jurídicas e auxiliou na análise das propostas apresentadas, esclarecendo direitos e deveres antes da formalização de qualquer acordo.
Jair Muniz, de 68 anos, contou que faz tanto tempo que nem se lembra mais de como gastou tanto dinheiro.
— Foi há mais de 20 anos. Me diverti muito com namoradas e comprei até carro. Agora tô endividado — disse o aposentado, em tom bem-humorado, na esperança de resolver a situação.
Agostinho Moraes da Silva, de 63 anos, conseguiu um grande desconto ao negociar sua dívida com o banco Santander.
— Ganhei 50% de desconto e consegui pagar na hora. Estou saindo daqui sem dívidas. A Defensora me ajudou a fazer um bom negócio — comentou o policial militar reformado.
Quem também aproveitou a oportunidade foi a cozinheira Ana Lúcia Leitão. A mineira buscou atendimento no Mutirão da Defensoria para organizar uma dívida que chegou a 144 parcelas.
— Fiquei sabendo do Mutirão quando saiu no jornal. Achei importante estar aqui justamente pelo apoio dos Defensores. É sempre bom ter esse suporte em um momento de negociação — comentou.
Para a Defensora Pública e coordenadora do Nudecon, Luciana Telles, a iniciativa promove o equilíbrio financeiro e possibilita acordos em condições mais favoráveis.
— Com a assistência da Defensoria, o assistido tem a chance de resolver problemas que, por vezes, já são antigos e causam transtornos ao longo da vida — concluiu a Defensora.
Texto: Melissa Cannabrava