ATENDIMENTO AO CIDADÃO

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro lançou, nesta sexta-feira (06), às 18h, no Terreirão do Samba, o projeto Defensores do Samba, iniciativa que tem como objetivo levar os atendimentos da Instituição para dentro das escolas de samba, com serviços como ações de pensão alimentícia, defesa criminal, divórcio e atendimento especializado a idosos e mulheres, entre outros. Nesta data, não haverá atendimento ao público, já que o evento marca apenas a inauguração do projeto. As ações sociais terão início no dia 12 de abril, durante um evento da Velha Guarda em comemoração ao Dia do Samba, celebrado no dia anterior, e seguem ao longo do ano.

O projeto atua na promoção de direitos, no combate ao racismo e à discriminação e no fortalecimento da cultura do samba como patrimônio histórico e social do Rio de Janeiro. A ação conta com o apoio de importantes entidades representativas do Carnaval, como Carnavalesco Milton Cunha, a Academia Brasileira das Artes Carnavalescas, a Associação de Passistas de Samba do Brasil, a Associação da Velha Guarda das Escolas de Samba e o Grupo Cultural Baianas do Samba.

O evento foi aberto ao público e terá como principal representante da Defensoria Pública a Defensora Luciana da Mota, Coordenadora do Núcleo de Combate ao Racismo e à Discriminação Étnico-Racial (NUCORA). No palco, se apresentam 23 escolas de samba, com no mínimo 15 artistas por escola, de forma rotativa, reunindo cerca de 2.000 artistas ao longo da programação.

Embaixador do projeto, o carnavalesco e pesquisador Milton Cunha destacou a importância da iniciativa para a valorização do samba como território de resistência e potência negra.

— O projeto Defensores do Samba é importante porque une a gestão pública às lutas que o samba ajuda a promover. Sendo o samba um produto da inteligência negra periférica do início do século XX no Rio de Janeiro, ele representa um território de potência negra. A gestão pública se associar aos movimentos do samba para lutar por direitos é fundamental — afirmou o pesquisador.

Por meio da Coordenação de Promoção da Equidade Racial (COOPERA), a Defensoria Pública reforça o enfrentamento ao racismo estrutural e institucional. Em articulação com o NUCORA, o projeto busca oferecer atendimento humanizado, promover educação em direitos e fomentar políticas públicas antirracistas, ampliando a presença da Defensoria nos espaços culturais e populares da cidade.

Texto: Leonardo Fernandes



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