
Durante o encontro, realizado nesta terça-feira (16), foram apresentadas demandas de representantes de aldeias do estado fluminense
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) sediou, nesta terça-feira (16), a Quarta Assembleia Ordinária do Conselho Estadual de Direitos Indígenas do Rio de Janeiro (CEDIND).
Ao longo da reunião, representantes de aldeias do estado fluminense relataram os principais desafios enfrentados em seus territórios, com o objetivo de buscar soluções e atendimento específico às demandas apresentadas.
A mesa foi conduzida por integrantes da Comissão Eleitoral, entre eles a Defensora Pública e representante oficial da DPRJ no CEDIND, Glauce Mendes Franco. Na ocasião, a Defensora destacou a relevância da assembleia e ressaltou a importância da Defensoria Pública disponibilizar um espaço adequado para o diálogo.
— Temos a honra de abrir a nossa casa para os povos originários, que são os verdadeiros donos deste território. É essencial para a DPRJ ouvir os relatos apresentados hoje, para que possamos compreender melhor as realidades vivenciadas e avaliar de que forma podemos atuar no atendimento dessas demandas — afirmou.
A Defensora Pública também enfatizou a presença das novas gerações indígenas no encontro e a continuidade da luta pela preservação cultural.
— Agradeço imensamente aos mais jovens que estão aqui e que seguem firmes na luta por essa causa. Isso nos engrandece. Muito obrigada — concluiu.
Conselho Estadual de Direitos Indígenas do Rio de Janeiro (CEDIND)
Criado em 2018 a partir da mobilização de coletivos indígenas organizados no estado do Rio de Janeiro, o CEDIND é um órgão colegiado permanente, de caráter consultivo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
O Conselho é composto por representantes da administração pública, de organizações não governamentais e da comunidade indígena, residente ou não em aldeias localizadas no estado fluminense, totalizando 24 membros com direito a voto. A composição inclui caciques e lideranças indicadas pelas aldeias Guarani situadas nos Municípios de Paraty, Angra dos Reis e Maricá, além de associações e organizações indígenas representativas de povos indígenas em contexto urbano no estado do Rio de Janeiro.
Texto: Ana Clara Prevedello